terça-feira, 30 de março de 2010
Woody Allen disse...
Oscar Wilde foi genial na perspicácia, originalidade e profusão das suas citações sobre a vida, os homens ou o amor. Woody Allen, porém, não lhe fica atrás, só que é mais pessimista, quase niilista...
Fiz um curso de leitura rápida e li "Guerra e Paz" em vinte minutos. Fala sobre a Rússia.
Na Califórnia não se deita o lixo fora. É reciclado e transformado em programas de TV.
Quando eu era pequeno os meus pais descobriram que eu tinha tendências masoquistas. Então passaram a bater-me a toda a hora para ver se eu parava com aquilo.
Fui expulso da universidade por causa do exame de Metafísica. O professor acusou-me de estar a olhar para a alma do rapaz do lado.
Quer fazer Deus rir? Conte-lhe os seus planos para o futuro.
Um condutor perigoso é o que nos ultrapassa apesar dos nossos esforços para o impedir.
Os maus têm um sono muito menos tranquilo do que os bons mas gozam muito melhor as horas que passam acordados.
94,5 % das estatísticas são falsas.
Porquê estragar uma boa história com a verdade?
Sexo foi a coisa mais divertida que eu fiz sem me rir.
Sexo é como jogar bridge: se não se tem um bom parceiro o melhor é ter uma boa mão.
Estava deprimido e com vontade de me suicidar e tê-lo-ia feito se o meu psicanalista não me tivesse obrigado a pagar as consultas adiantado.
Já várias vezes disse que a única coisa que se interpõe entre mim e o sucesso sou eu.
Durante a maior parte do tempo não nos divertimos. No resto do tempo não nos divertimos mesmo nada.
A vida não imita a arte; imita a má televisão.
O Homem divide-se em duas partes: corpo e alma. O corpo é mais divertido.
A vida é cheia de miséria, sofrimento e solidão - mas acaba muito depressa.
O meu maior desgosto na vida é não ter sido outra pessoa.
Um gênio chamado albert einstein
Quem foi Albert Einstein? Desde cedo o célebre físico alemão tornou-se um paradigma do cientista genial e foi associado a uma série de teorias e descobertas da ciência moderna. Essa associação é frequentemente pouco rigorosa, por vezes é até um estereótipo. Resulta de uma mistura de admiração, mitos e desconhecimento da essência e aplicação das suas complexas teorias. A sua implicação na construção da bomba atómica, por exemplo, é uma delas. Algumas pesquisas esclarecerão todas dúvidas de carácter histórico e até científico, se abordarmos leituras mais específicas. Posto isto, o que haverá então mais a dizer sobre Einstein, de verdade ou de especulação, que não tenha já sido dito e não seja óbvio?
Respostas poderão surgir se tentarmos entender melhor o homem por trás do cientista, conhecendo a sua vida e os relatos de quem com ele privou. Nem sempre estas coisas aparecem nas enciclopédias ou nas biografias oficiais. Sabe-se que era uma pessoa invulgar que combinava a inteligência e a sensibilidade em doses elevadas. Tinha também uma intuição profunda, quase mística, que frequentemente o levava a resolver problemas que tinham chegado a um beco sem saída. Alguns passos no vazio de olhos vendados, guiado pela sua intuição, e a solução aparecia como se fosse a outra margem de um rio e ele sempre soubesse que ela estava lá.
Não era pura e simplesmente o seu método de trabalho analisar dados experimentais e formular uma teoria, o que não é propriamente a atitude típica de um cientista. Talvez antes a de um filósofo. Chegava lá unicamente através do pensamento e da imaginação - e isto é que era notável. Talvez por isso a famosa Teoria da Relatividade surgiu antes da sua confirmação experimental e não o contrário. Amigos e colegas seus declararam que não se surpreendeu quando se verificaram os efeitos práticos do que tinha previsto em teoria. A experiência, para ele, limitou-se a confirmar o que já sabia no seu íntimo:
"Não considero como significado principal da Teoria da Relatividade Geral a previsão da alguns minúsculos efeitos observáveis, mas antes a simplicidade dos seus fundamentos e a sua coerência."
"Não considero como significado principal da Teoria da Relatividade Geral a previsão da alguns minúsculos efeitos observáveis, mas antes a simplicidade dos seus fundamentos e a sua coerência."
O museu guggenheim faz 50 anos
Guggenheim é sinónimo de arte. Quando o dono deste nome se reformou da sua própria empresa em 1919, estava longe de pensar que o seu hobby de coleccionador de arte viria a transformá-lo no criador de uma das maiores fundações de arte do mundo e de um dos mais importantes museus de arte contemporânea: o Museu Soloman R. Guggenheim.
Frank Lloyd Wright foi encarregado de desenhar este edifício e, depois de 700 esboços, entregou o projecto final, que acabaria por ser uma das suas últimas obras, mas também uma das mais populares. O arquitecto viria a falecer seis meses antes, sem ver a inauguração do edifício, tal como o criador da fundação, falecido 10 anos antes do evento.
Como muitas das criações de Wright, o Museu Guggenheim prima pelo seu vanguardismo e pela arquitectura orgânica que valoriza os espaços abertos, iluminados naturalmente. Nas suas próprias palavras “comparado com Guggenheim, o Museu Metropolitano de Arte parece um celeiro protestante”.
Arquitetura ultra-leve
O designer Michael Jantzen é autor de diversas propostas no âmbito da arquitectura publicadas em revistas internacionais da especialidade. Todas têm em comum formas arrojadas, dificilmente classificáveis em algum estilo ou corrente, e uma grande preocupação com as questões ambientais. Um dos seus mais recentes trabalhos consiste num edifício experimental a que chamou Wind Shaped Pavilion. Em torno do núcleo central cilíndrico do edifício encontram-se seis andares construídos numa estrutura têxtil reforçada e ultra-leve com uma forma semelhante a uma asa; daí a sua designação.
É suposto os "andares-asa" rodarem sob a acção do vento alterando continuamente a forma do edifício e a sua orientação solar. Desse modo actuam também como gerador eólico, produzindo a energia suficiente para o tornar auto-suficiente. O autor explica que é possível aumentar a escala do protótipo e transformá-lo num bloco de apartamentos ou escritórios, por exemplo. Nesse caso os seus ocupantes poderiam controlar a orientação das "asas" de acordo com as condições climáticas, a insolação ou a paisagem.
Apesar da bondade do conceito há várias questões pertinentes que se colocam. Como resistirá a ventos soprando a alta velocidade? E, no caso inverso, será que funciona num ambiente urbano onde o vento é reduzido? Como se comporta relativamente a um possível incêndio? Que rotação será necessária para gerar a energia pretendida? Como se faz a ligação aos serviços por cabo e por conduta? E já não se fala das inúmeras questões construtivas e formais...
jean francois rauzier- fotografias hiper-detalhadas
Imagine que vê uma fotografia panorâmica de Paris onde está representado o Rio Sena, a Torre Eiffel, as diversas pontes da cidade e o Sacré Coeur, ao longe. Agora, pense que pode fazer zoom nessa imagem até poder saber exactamente o que já por detrás das janelas dos edifícios mais próximos. Poder contar quantas pessoas estão em cada divisão, se se trata de uma sala ou de uma cozinha e comparar, até, os diferentes móveis dos apartamentos.
Parece algo digno do satélite mais poderoso da NASA, mas são, na verdade, as fotografias hiper-detalhadas do francês Jean François Rauzier. Ou simplesmente as hiper-fotos, como o seu autor lhes chama. Através da montagem de centenas ou até milhares de fotografias de alta qualidade, é criada uma imagem de hiper-resolução que leva ao extremos tanto o detalhe como a perspectiva. Cada colagem leva entre 600 e 3400 fotografias individuais que são tiradas individualmente, num período de tempo que pode chegar às duas horas - o que, pensando bem, não é assim tanto.
O que demora mais neste trabalho é a junção das fotografias e o trabalho em Photoshop: Rauzier assegura que o espectador não possa distinguir onde começa uma imagem e termina outra. Mesmo que o trabalho utilize uma perspectiva de 360º, como pode ser visto na hiper-foto de Paris, daí a imprevisibilidade do resultado final.
E porquê este tipo de fotografias? Rauzier já foi pintor, escultor e fotógrafo ao longo de 30 anos de trabalho e, a partir de 2001, descobriu que era esta a técnica que mais o completava, pelo menos ideologicamente por juntar um pouco de tudo. Nas suas palavras "como fotógrafo uso esta arte poderosa para capturar a realidade. Como pintor, posso controlar a minha imagem de forma exacta e colocá-la onde quero. Como escultor, passo muito tempo a meditar acerca do meu trabalho, a tocar e a sentir a sua textura. Hiper-fotografia é uma combinação destes três meios".
O que demora mais neste trabalho é a junção das fotografias e o trabalho em Photoshop: Rauzier assegura que o espectador não possa distinguir onde começa uma imagem e termina outra. Mesmo que o trabalho utilize uma perspectiva de 360º, como pode ser visto na hiper-foto de Paris, daí a imprevisibilidade do resultado final.
E porquê este tipo de fotografias? Rauzier já foi pintor, escultor e fotógrafo ao longo de 30 anos de trabalho e, a partir de 2001, descobriu que era esta a técnica que mais o completava, pelo menos ideologicamente por juntar um pouco de tudo. Nas suas palavras "como fotógrafo uso esta arte poderosa para capturar a realidade. Como pintor, posso controlar a minha imagem de forma exacta e colocá-la onde quero. Como escultor, passo muito tempo a meditar acerca do meu trabalho, a tocar e a sentir a sua textura. Hiper-fotografia é uma combinação destes três meios".
segunda-feira, 29 de março de 2010
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